Folha de Londrina Calvície Feminina

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Calvície feminina precisa ser tratada precocemente

Inimiga tradicional dos homens, a calvície também ameaça a vaidade feminina. Logo elas, que dedicam tantos cuidados aos cabelos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, entre as mulheres a incidência da calvície é maior a partir dos 50 anos, fase em que pode atingir até 40% da população feminina. A boa notícia é que o diagnóstico precoce permite excelentes resultados na reversão da calvície feminina.

 

A queda de cabelo está entre as principais queixas nos consultórios dermatológicos. As causas são inúmeras: anemia, estresse, alterações na tireoide, ovários policísticos, deficiência de vitamina D, entre muitas outras. É importante não confundi-las com a alopecia androgênica – nome científico dado à calvície. As mulheres perdem cabelos por vários motivos e essas causas precisam ser afastadas para se ter o diagnóstico de calvície e poder tratá-la,

 

A manifestação dos dois processos de perda dos fios é diferente, já que a calvície tem como primeiro sinal o afinamento dos fios. Ela vai tendo a miniaturização dos fios, que depois vão ficando ralos. Diferente dos homens, que geralmente perdem a linha frontal, as mulheres têm a rarefação dos fios no topo da cabeça.

 

Quando a queda de cabelos é provocada por outras causas que não a calvície, a perda de cabelos é mais difusa e não localizada numa única região. “Na calvície, a mulher não tem necessariamente queda excessiva de fios. O que ela percebe é que os fios vão ficando cada vez mais finos. O primeiro sinal é a diminuição do volume do cabelo, o couro cabeludo começa a ficar progressivamente mais visível”, explica o dermatologista e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rubens Pontello Junior.

 

Assim como no caso masculino, a calvície feminina é genética, ou seja, uma pré-disposição herdada dos pais. “Obviamente, nem todo mundo que tem essa pré-disposição vai necessariamente ter calvície. A pessoa pode ter o gene e ele não ser ativo”, ressalta o especialista. Segundo ele, existem alguns “gatilhos” que podem desencadear o surgimento da calvície naqueles que são predispostos. “Se a mulher tem a propensão genética e começa a ter alterações hormonais, por exemplo, por causa da menopausa, isso vai favorecer a rarefação dos fios.”

 

A menopausa, inclusive, é um dos gatilhos mais comuns para o início da calvície. Daí a explicação para a calvície se manifestar em período diferente da vida de homens e mulheres: ao contrário deles, elas são protegidas pelos hormônios. No entanto, em alguns casos, a calvície feminina, assim como a masculina, pode se manifestar muito cedo. “Dependendo do histórico genético, a calvície feminina pode ocorrer precocemente. Vemos casos de mulheres de 25 ou 30 anos já apresentando rarefação no couro cabeludo”, conta  Rubens Pontello Junior.

 

Foi o que aconteceu com a jovem de 28 anos, que há 10 convive com o problema. “Aos 18 anos, eu percebi que meu cabelo começava a afinar, mas não tinha uma queda notável. Tentei vários médicos e medicamentos, mas só recentemente o problema foi diagnosticado como genético”, conta ela, que não quis ter o nome divulgado. Só então, com o tratamento para calvície, ela começou a ver resultados positivos. “Em seis meses de tratamento com injeções, sprays, medicamentos, tive uma melhora absurda”, afirma.

 

TRATAMENTO

Além de ser beneficiada pela manifestação quase sempre tardia a queda e o avanço lento do problema, a mulher tem outra vantagem sobre os homens nessa história. “É muito difícil a calvície feminina chegar a um estágio em que o couro cabeludo fica totalmente exposto”, explica Rubens Pontello Junior. O que não quer dizer que o tratamento possa ser protelado. Segundo ele, quanto mais cedo se der o diagnóstico e início do tratamento, maiores são as chances de reversão do problema. “Nós temos hoje bons tratamentos que permitem reverter bastante a calvície feminina. Tem os mais usuais, com medicamentos para tomar e para passar, e tem alguns mais novos, com lasers que estimulam o processo de crescimento do fio”, conta.

 

O diagnóstico precoce permite que os estímulos do tratamento atinjam os folículos que já perderam os fios mas ainda estão viáveis. “O cabelo tem um ciclo: crescimento, transição, queda e renascimento. O que ocorre é que depois da queda o fio demora para renascer e o folículo acaba sendo substituído por um tecido cicatrizante, sendo eliminado. Antes que isso aconteça, ele precisa ser estimulado”, explica Rubens Pontello Junior.

 

O problema, segundo ele, é que, por não causar dor ou qualquer incômodo diário, muitas mulheres acabam negligenciando  por muito tempo. “Ela nota que o cabelo está diminuindo, mas, muitas vezes, só começa a se incomodar quando as pessoas começam a perceber e questionar. Normalmente, a doença já está numa fase mais avançada e os resultados do tratamento serão mais lentos e menos satisfatórios”, argumenta o dermatologista.

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