Botox é aliado contra hiperidrose

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Aplicação de toxina botulínica nas mãos, pés ou axilas ajuda no controle do suor excessivo; método não invasivo requer reaplicações com o passar do tempo

 

Só quem sofre com a hiperidrose (transpiração excessiva) pode dizer o quanto ela impacta na qualidade de vida, especialmente no aspecto psicológico e social. Pelo fato da pessoa suar mais que o normal, ela se sente, muitas vezes, envergonhada de usar alguns tipos de roupas ou mesmo de frequentar certos ambientes.
A veterinária Carolina Fernandes Canesin Motta, de 29 anos, conta que, desde a adolescência, se incomodava com as manchas nas roupas na região das axilas.
“Eu transpirava em qualquer hora e situação, inclusive no frio. Testei todos os desodorantes possíveis, até que chegou ao ponto em que eu usava somente roupas brancas ou pretas. Usar o uniforme de escola, que era cinza, era terrível para mim”, conta.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que a condição, quando não há relação secundária, ou seja, não é provocada em decorrência de alguma enfermidade, afeta entre 2% a 3% da população. E, apesar de ser registrada em algumas crianças, costuma se iniciar na puberdade e persistir por mais de seis meses.
Dermatologista em Londrina, Rubens Pontello Júnior comenta que há alguns exames que podem mensurar o suor, mas afirma que, em geral, o diagnóstico se baseia na conversa com o paciente. “Tentamos identificar o quanto esse suor interfere na vida dessa pessoa e se realmente é de causa primária”, afirma.
Quando transpiramos, nosso corpo perde água e eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio. É por isso que o suor é muito importante para a regulação do organismo, até porque é o principal mecanismo para regular a temperatura corporal.
Em relação ao odor, o dermatologista explica que não há relação com a hiperidrose. Ele é resultante da presença de bactérias presentes na pele. “Quem sofre com o suor excessivo, não tem um número maior de glândulas de suor, porém elas são mais ativas”, comenta.

TRATAMENTOS
Em um primeiro momento, o médico poderá orientar o uso de alguns medicamentos que ajudam a inibir a ação do hormônio que estimula as glândulas sudoríparas. Porém, os efeitos colaterais podem ser significativos e, em alguns pacientes, a taxa de sucesso pode ser baixa.
A segunda opção é a aplicação da toxina botulínica, popularmente chamada de botox. A maioria da população ouviu falar sobre o uso da toxina na medicina estética, porém ela já era, muito antes, utilizada em outras áreas, como na neurologia.
“É um tratamento feito no consultório, rápido e com um leve incômodo no local. Em geral, não há nenhuma complicação maior e o paciente pode manter as atividades cotidianas normais, pois não compromete movimentos e nem necessita de repouso”, afirma. O uso do botox para este fim é utilizado em áreas como mãos, pés e axilas.

materia: saude - tratamento de botox contra hiperidrose personagem: doutor rubens junior -ft- gina mardones / folha de londrina 09-06-2015

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